quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Em 3ª Pessoa




Cris se descobria, por muitas vezes, num negrume total.
Um lugar que não a resguardava de si mesma e de tudo que ela ambicionava deixar para trás.
Eram sentimentos maiores que a luz, eram palavras que ainda retumbavam em sua memória,
Oscilações que não tinham o domínio de salvá-la e ainda aqueles beijos que jamais viveram.


Cris sentia dores invisíveis, por mais que o tempo perdurasse.
Nada dura tanto quanto a noite escura e o dia que não raia seu Sol.
A não ser a desbarato de saber que tudo se partiu.


Cris assistia desenhos ilegíveis de uma vida que nunca existiu,
Suas lembranças teimavam em sobreviver, lhe coloriam os olhos vermelhos.
Nada era tão real quanto o que Cris sentia e persistia em sua alma.
Uma dor sem tamanho, uma lágrima incessante e uma morte, que tudo levou.

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