quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Breve Definição

Sou construída de múltiplos sonhos e desiguais palavras, de gritos diários e nunca sussurros, de inesperados choros e constantes alegrias, de todos os encontros e suas despedidas.

Idolatro o dia e respeito a noite. Amo o sol, e tudo aquilo que reluz. Tudo que é escuro, eu trato de trazer à luz, de alumiar.

Meu sangue pulsa e impulsa todos os sentimentos ambíguos nesse peito amalucado. Um coração indeciso, que vive entre a felicidade plena e a solidão necessária.

Sou impetrada de ciúmes, carências, peles e imediatismos. Gosto de estar perto, saber de tudo, falar de tudo, externalizar emoções, esvaziar a alma. Não gosto do longe, de distâncias e de ter saudades.

Sou sangue desvendado, vísceras dilaceradas, peito fendido, falas claras e diretas. Exponho a cara à tapa, ao vento, à chuva, ao que vier. A decisão quando tem que ser tomada, eu o faço. Chamam isso de impulsividade, eu chamo de firmeza.

Não aprecio o esperar, meu tempo é o agora: o amanhã pode não se atingir; o ontem deve ter suas lições aprendidas, por mais dolentes que sejam e, depois, olvidado, deixado pra traz. O hoje é o que vale.


Apesar do pouco vertical, sou gigante em todos os sentidos e tamanhos que possam me existir. Canto e danço a música que o mundo toca, mas elejo com fleuma quais que me emocionam.  

Nada do que ficou para traz pede que eu volte. Vou seguindo, reinventando minhas cores e acendendo minhas luzes, sem me privar de todos os sorrisos que eu possa dar.