Um lugar que não a resguardava de
si mesma e de tudo que ela ambicionava deixar para trás.
Eram sentimentos maiores que a
luz, eram palavras que ainda retumbavam em sua memória,
Oscilações que não tinham o domínio
de salvá-la e ainda aqueles beijos que jamais viveram.
Cris sentia dores invisíveis, por
mais que o tempo perdurasse.
Nada dura tanto quanto a noite
escura e o dia que não raia seu Sol.
A não ser a desbarato de saber
que tudo se partiu.
Cris assistia desenhos ilegíveis
de uma vida que nunca existiu,
Suas lembranças teimavam em sobreviver,
lhe coloriam os olhos vermelhos.
Nada era tão real quanto o que
Cris sentia e persistia em sua alma.
Uma dor sem tamanho, uma lágrima
incessante e uma morte, que tudo levou.
