Não foi por opção, nem por
engano: incidiu como devia incidir. O augurado sempre é mal visto por aqueles
que não creem em algo maior do que escolhas e desígnios.
Ela estava abotoada em achismos medíocres
e se negando a oportunidade de esperar seus finais felizes. E, quando ele
chegou, ela não pôde crer que o merecia. Mas, para sua surpresa, já o tinha.
A cada despertar é uma nova ocasião
de se fazer digna daquele sorriso que cintila em qualquer isolamento. Por ele,
ela reviu seus julgamentos, se inventou e retocou mulher, repartindo aquilo que
só incumbia a si própria.
Agora, se sentia capaz de ser e fazer qualquer coisa,
em qualquer lugar.
E como recompensa, beijos
praianos, abraços candentes e olhares que ela sabia que cuidariam dela até o fim.
Esse era seu tão inevitável final feliz...
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